sexta-feira, 24 de abril de 2020

DIA 38:
Com 52.995 casos confirmados do novo coronavirus e 3.670 mortes, nosso país, na contramão do que vem fazendo o restante do mundo, estuda reabrir o comércio. E ainda nem atingimos o pico da doença. Por aqui parece não causar espanto o fato da covid-19 já ter ceifado 196 mil vidas ao redor do mundo em cerca de 4 meses.
E eis que hoje, por um dia, se esqueceu das tristes notícias de avanços do novo coronavírus, de apelos de médicos e enfermeiros pela falta de epi nos hospitais e pronto socorros, de pessoas morrendo na frente de hospitais, para se anunciar mais uma baixa no governo de Jair Bolsonaro, com a demissão do (agora ex) Ministro da Justiça Sérgio Moro.
Seguimos para o que chamei de "início do fim". Com a saída de Sérgio Moro, até os simpatizantes desse governo ficaram atônitos, não querendo crer que isso estava acontecendo. Mas como diz o ditado, numa versão reeditada por Ismael Torquatto "o pior cego não é aquele que não quer enxergar. É aquele que não que ter olhos. A verdade é uma paisagem muito feia para os orgulhosos".
Enquanto o país mergulha numa crise sem precedentes na história, o palco das disputas políticas (partidárias) continua desviando atenção daquilo que é mais importante. E pelo visto, aprenderemos pela dor, com a perda daqueles que realmente importam para nós. E, infelizmente, não teremos uma segunda chance, pois ainda não inventaram uma vacina para covid-19, quanto dirá uma fórmula para ressuscitar os mortos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário