terça-feira, 30 de junho de 2020

DIA 105:
 Que a vontade de ajudar o outro seja maior que qualquer forma de egoísmo.

segunda-feira, 29 de junho de 2020

sábado, 27 de junho de 2020

DIA 102:
Ainda estamos com mais de mil mortes em 24h, mas as atividades comerciais não essenciais já abriu em boa parte das cidades brasileiras. Houve, inclusive aumento de casos de covid-19 em algumas delas. Em Belém do Pará não é diferente, a ocupação dos leitos de UTI começaram a aumentar, pois muitas pessoas já retornaram as suas rotinas de antes, embora com alguns cuidados como o uso de máscara e número controlado de pessoas em lojas e demais serviços.
Continua em trabalho remoto, pois as escolas ainda não retornaram, então estou ministrando minhas aulas pela internet. Acredito que ainda não devemos retornar ao sistema presencial...

sexta-feira, 26 de junho de 2020

DIA 101:
Sobre a Antropologia! ❤
A Antropologia é conhecida como a ciência da alteridade, porque tem como objetivo o estudo do Homem na sua plenitude e dos fenômenos que o envolvem. Com um objeto de estudo tão vasto e complexo, é imperativo poder estudar as diferenças entre várias culturas e etnias. Como a alteridade é o estudo das diferenças e o estudo do outro, ela assume um papel essencial na Antropologia. 
COMPREENSÃO - Diferente da  Sociologia é a área das ciências humanas que estuda o comportamento humano em função do meio e os processos que interligam os indivíduos em associações, grupos e instituições a alteridade na perspectiva antropológica é ver o outro na perspectiva/olhar dele (como ele vê o mundo ), fazendo um esforço pessoal para compreendê-lo, não é renunciar sua cultura é entender a dele. Vai além da Filosofia em seu caráter ético, moral, pois esta ciência funda-se em fazer algo para o outro basta.
NECESSIDADE - Por isso há uma necessidade, pois a alteridade é se colocar no lugar do outro e mediante essa prática de modo humano atender a necessidade dele.
Logo a Antropologia como ciência da Alteridade atua de forma compreensiva e ativa, entendendo a complexidade e individualidade de cada cultura.
A alteridade é entender a identidade cultural do outro no ver dele político, cultural, religioso e linguístico não impor e nem renunciar a sua própria cultura mas, compreender a dele.
Alteridade e humanidade. PUC Goiás

quinta-feira, 25 de junho de 2020

DIA 100:
Hoje completa 100 dias desse Diário da Pandemia. O cenário continua desolador, com mais de mil mortes diárias. Caminhamos para um futuro incerto. Ainda que muitos queira retomar a vida normal, não temos certeza de nada. A vacina não foi descoberta. A pandemia continua em curva ascendente e adentra por novas regiões, vitimando sobretudo os mais vulneráveis...
Parafraseando Edgar Morin, "espero que a excepcional e mortífera epidemia que vivemos nos dê a consciência não apenas de que somos parte integrante da inacreditável aventura da humanidade, mas também que vivemos em um mundo ao mesmo tempo incerto e trágico".
E ainda, dialogando com Edgar Morin, compartilho do mesmo sentimento de que somos privilegiados, por vivenciar um confinamento (domiciliar), muito diferente do que aqueles vivenciados em determinados momentos históricos, de completa privação de liberdade, pois o fazemos em defesa da vida, no aconchego de nossos lares, com nossos familiares e entes queridos, nos comunicando e trabalhando por meio remoto. Concientes, porém, de que essa não é a realidade de todos, sobretudo num país como o nosso, com profundas desigualdades sociais.
Mas qual experiência ficará, quando tudo passar? Quais lições teremos aprendido? Seremos pessoas melhores? Viraremos a páginas e voltaremos a nossa vida medíocre? Quem seremos nós, no desconfinamento?

quarta-feira, 24 de junho de 2020

DIA 99:
"Senti que o tempo é apenas um fio. Nesse fio vão sendo enfiadas todas as experiências de beleza e de amor por que passamos. Aquilo que a memória amou fica eterno. Um pôr do sol, uma carta que recebemos de um amigo, os campos de capim-gordura brilhando ao sol nascente, o cheiro do jasmim, um único olhar de uma pessoa amada, a sopa borbulhante sobre o fogão de lenha, as árvores do outono, o banho da cachoeira, mãos que seguram, o abraço do filho: houve muitos momentos de tanta beleza em minha vida que eu disse: ‘Valeu a pena eu haver vivido toda a minha vida só para poder ter vivido esse momento. Há momentos efêmeros que justificam toda uma vida’." Rubem Alves, em “Do universo à jabuticaba”

terça-feira, 23 de junho de 2020

DIA 98:
🍂 "Entre as muitas coisas profundas que Sartre disse, essa é a que mais amo: ‘Não importa o que fizeram com você. O que importa é o que você faz com aquilo que fizeram com você.’ Pare. Leia de novo e pense. Você lamenta essa maldade que a vida está fazendo com você, a solidão. Se Sartre está certo, essa maldade pode ser o lugar onde você vai plantar o seu jardim." ✍️ Rubem Alves (1933-2014)

segunda-feira, 22 de junho de 2020

DIA 97:
E isso é o que me caracteriza, e o que me faz seguir vivendo: refazer as asas a cada amanhecer, plantar de novo o amor e acreditar na felicidade como as crianças acreditam em seus sonhos.
Carolina Salcides

domingo, 21 de junho de 2020

DIA 96:
🍂 “O mundo é muito bonito! Gostaria de ficar por aqui... Escrever é meu jeito de ficar por aqui. Cada texto é uma semente. Depois que eu for, elas ficarão. Quem sabe se transformarão em árvores? Torço para que sejam Ipês-amarelos..." 
 ✍️ Rubem Alves (1933-2014)

sábado, 20 de junho de 2020

DIA 95:
Hoje passamos da marca de um milhão de pessoas infectadas e 50 mil mortos pela covid-19. Não imaginei que chegaríamos até aqui, com um cenário de mais de 1.200 pessoas mortas em 24 horas. Há três meses, assistíamos assustados e comovidos com o quadro da epidemia avançando nos paises europeus. Quando Itália, Espanha, França começaram a ter seus hospitais lotados e uma média de mais de 300 mortes diárias, ficamos consternados... e não sabíamos o que estava a vir pela frente... quantas vidas seriam ceifadas... quantos amigos e parentes perderíamos...
Hoje, estamos enlutado, pois por trás de cada número de pessoas mortas, estão nossos familiares, amigos, colegas de trabalho... cada um tinha uma história, uma vida, sonhos que foram encerrados por essa doença. E mesmo quem não teve um parente ou colega vítima da doença, como não se importar? Como ser indiferente a dor do outro?
A pandemia mudou definitivamente nosso modo de vida, nossos dias, nossa forma de encarar a vida e a morte. Penso que a pandemia nos deixou mais cautelosos, menos egoistas, mais empáticos... nunca mais seremos os mesmos... seguiremos, uns com mais feridas para cicatrizar do que outros, mas com a certeza de que ainda existe humanidade dentro de nós e que podemos recorrer a ela para superar essa fase difícil de nossas vidas, que ficará para sempre gravada em nossas memórias e agora é parte de QUEM SOMOS e de nossa HISTÓRIA.

"A única coisa tão inevitável quanto a morte... é a VIDA." Charles Chaplin

sexta-feira, 19 de junho de 2020

DIA 94:
"Desistir? Eu já pensei seriamente nisso, mas nunca me levei realmente a sério.
É que tem mais chão nos meus olhos do que cansaço nas minhas pernas, mais ESPERANÇA nos meus passos do que tristeza nos meus ombros, mais estrada no meu CORAÇÃO do que medo na minha cabeça."
Cora Coralina

quinta-feira, 18 de junho de 2020

DIA 93:
"Até onde posso, vou deixando o melhor de mim. Se alguém não viu, foi porque não me sentiu com o CORAÇÃO".
Clarice Lispector

quarta-feira, 17 de junho de 2020

DIA 92:
O decreto de #isolamento em nosso estado "expirou", portanto, presume-se que a #quarentena termine em muitas partes, no entanto, nossa casa permanecerá #CLOSED (visitas não são permitidas!) até que a situação seja controlada para a #Covid19 ... porque as razões por trás disso são meramente econômicas, e não porque a #pandemia está controlada ...
Em casa, continuaremos a nos proteger. As medidas de isolamento continuarão em nosso lar, é um isolamento físico, voluntário, responsável e produtivo.
O número de pessoas com resultados positivos continua aumentando, consequentemente o número de mortes também. Sugiro não sair, se não precisarmos sair!
Assim, cuidaremos de outras pessoas além de nós. Eu me cuido por você, pelos seus, mas sobretudo pelos meus ...
Quero que essa pandemia seja controlada o mais rápido possível.
Se agirmos com bom senso e responsabilidade podemos tornar o mundo um lugar melhor para viver! 🙌🏻😃
Desejo poder abraçá-los(as) em breve... quando for REALMENTE SEGURO para todos(as)!!! 🤗
Enquanto esse momento não chega... um grande abraço virtual em todos(as)!
Obrigado por respeitar nossa decisão ❤️
🏠❤

terça-feira, 16 de junho de 2020

DIA 91:
Educação não transforma o mundo. Educação muda as pessoas. Pessoas transformam o mundo.
Paulo Freire

segunda-feira, 15 de junho de 2020

DIA 9O:
Hoje fazem três meses desde que iniciei esse Diário da Quarentena. E para essa data resolvi escrever sobre "Para que serve a Antropologia e a Sociologia?". Sinto-me convidada a escrever sobre esse tema, pois recentemente o atual ministro da educação num dos seus pronunciamentos disse "Não quero sociólogo, antropólogo e filósofo com meu dinheiro [...]". Quando li a matéria, num ímpeto, logo pensei, também não quero político, sobretudo corrupto, com meu dinheiro! também não quero meu dinheiro [de impostos] sendo usado para dar privilégios a um grupo, "pendurado no governo", quando nossa sociedade apresenta um profundo abismo de desigualdades sociais.
Mas para que serve a Antropologia e a Sociologia?
Comecemos pela definição de ambas. Antropologia é a ciência que estuda o ser humano ou mais especificamente a ciência da cultura humana, ou ainda como a define Kroeber, é "a ciência dos grupos humanos, seu comportamento e suas produções. A Sociologia, por sua vez, numa definição macrossociológica, é a ciência que estuda a sociedade, ou ainda, a ciência que estuda os seres humanos e suas relações sociais. Gosto de dizer aos meus alunos, que são ciências irmãs, por suas interfaces no objeto e no método de investigação.
Quando a Sociologia despontou como ciência social, no século XIX, tinha por objetivo investigar o comportamento social humano, mas também encontrar soluções para os problemas sociais emergentes na época, o que posteriormente deu origem as Ciências Sociais Aplicadas. Dito isso, compreende-se que o papel da Sociologia vai para além da análise crítica da realidade social, cumprindo, hoje, um papel importante na produção de políticas sociais e de medidas mitigadoras de problemas sociais, como a pobreza, a fome, as desigualdades sociais, o racismo, o analfabetismo, dentre outros.
Porque é tão importante que nossos alunos trabalhem esses temas? Que obviamente são ensinados pela Sociologia na Educação Básica, por professores Licenciados nos Cursos de Ciências Sociais e ou Sociologia da Universidades. Para que antes de tudo atendam o previsto na Constituição Federal de 1988 e na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Brasileira, Lei n° 9.394/1996 de formação de cidadãos críticos e atuantes na sociedade; segundo, se pegamos um tema como o das Desigualdades Sociais veremos que são construções humanas e não uma "realidade natural", então se foram construídas historicamente, podem ser revestidas, assim como o preconceito, o racismo e a intolerância.

domingo, 14 de junho de 2020

DIA 89:
"Qualquer um pode olhar para você, mas é muito raro encontrar alguém que veja o mesmo mundo que o seu".
John Green

sábado, 13 de junho de 2020

DIA 88:
Quando não houver palavras capazes de expressar o que está sentindo o seu coração, entregue-se ao silêncio. Ele é acolhedor e diz muito mais do que qualquer palavra. RG

sexta-feira, 12 de junho de 2020

DIA 87:
E para hoje:

1 Coríntios 13

1 Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.
2 E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.
3 E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.
4 O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece.
5 Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;
6 Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;
7 Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
8 O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá;
9 Porque, em parte, conhecemos, e em parte profetizamos;
10 Mas, quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado.
11 Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino. 
12 Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido.
13 Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é AMOR.

quarta-feira, 10 de junho de 2020

DIA 85:
Não sabemos as consequências políticas, econômicas, nacionais e planetárias das restrições causadas pelos confinamentos. Não sabemos se devemos esperar o pior, o melhor ou ambos misturados: caminhamos na direção de novas incertezas - Edgar Morim.

terça-feira, 9 de junho de 2020

DIA 84:
É preciso diminuir a distância entre o que se diz e o que se faz, até que, em um dado momento, a tua fala seja a tua prática.
Paulo Freire

segunda-feira, 8 de junho de 2020

DIA 83:
Só conseguimos ver bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos.
Antoine de Saint-Exupéry

domingo, 7 de junho de 2020

DIA 82:
"Só queremos o que é concedido naturalmente a todos os povos do mundo, sermos senhores do nosso próprio destino, apenas do nosso destino, não o dos outros, e termos cooperação e amizade com eles."
Golda Meir

sábado, 6 de junho de 2020

DIA 81:
Depois de mais de 80 dias e curva ascendente da covid-19, no país, o governo do estado do Pará publicou Decreto permitindo abertura dos shoppings e salões de beleza a partir da presente data. Como continuo em trabalho remoto, permaneço em isolamento, mas hoje precisei ir até a casa da minha mãe para ver como ela estava. Para minha surpresa, cheguei no estacionamento do meu prédio e vi somente a metade dos carros... nas ruas parecia um dia normal, como outro qualquer.
Acabou o lockdown e as pessoas parecem ter esquecido que ainda não temos uma vacina para o vírus e que até recentemente em nossa cidade não tinha leitos, nem respiradores para atender todos os pacientes de covid-19, sobretudo com insuficiência respiratória aguda grave. Quando os shoppings abriram se formaram aglomerações e filas enormes de assustar "aqueles que sentiram na pele" os efeitos da doença em sua forma grave, os que perderam seus entes queridos e a  equipe de saúde, na linha de frente de combate ao novo coronavírus.
Quem passou por essa experiência não consegue esquecer! E concerteza não foi para filas de shoppings...
Como memória, deixo o relato de uma profissional da saúde na linha de frente de combate à covid-19:

“Paciente internada conosco há alguns dias, sempre simpática e lutando contra o covid. Perdeu o marido semana passada, que também estava internado conosco. Nem pôde se despedir... Ontem o seu quadro piorou, estava muito cansada e ao ser comunicada que seria intubada, pediu ao médico: Não, doutor, por favor! Não faça isso! Eu sei que eu não voltarei. Nesse momento, agradeci por estar de máscara e face shield. Assim, ninguém pode ver as lágrimas que escorriam. Tive que sair, andar pelo corredor sem rumo, respirar e voltar. Penso que uma das piores coisas, deve ser ter consciência que em breve você poderá morrer e não poderá estar mais com quem ama. Como tenho medo disso. Retornei... O paciente ao lado chorava. Ela pediu o celular pra ligar pra filha. Ligou no viva voz. Do outro lado, a filha em desespero, rezando, pedindo a Deus com toda força pela vida mãe. Mais uma vez não aguentei... Pode ter sido o último “encontro” dessa mãe com essa filha, sem um abraço, sem o conforto de estar com quem ama. Demos a mão pra ela, rezei em silêncio, pedimos para confiar pq faríamos o melhor. Mais tarde... o paciente da mesma enfermaria, internado também já alguns dias, agravou. Estávamos ao lado dele, fazendo tudo que podíamos para estabilizar sua pressão. Ele ainda consciente, perguntou: Posso dormir? Estou com medo de dormir e não acordar. Respondi: Pode relaxar, estaremos aqui cuidando de você. Ele disse: eu sei que eu vou morrer essa noite! Realmente, ele sabia. Aquele que chorou pela paciente ao lado, agora fechou o olho para não ver o da frente. E com certeza estava pedindo a Deus para que não fosse o próximo. É inexplicável o que estamos vivendo. Jamais seremos os mesmos. Que vírus maldito!” 
Relato de uma profissional de saúde na linha de frente."

sexta-feira, 5 de junho de 2020

DIA 8O:
Quero "mais esperança nos meus passos do que tristeza nos meus ombros" Cora Coralina.

Hoje comemoramos o Dia Mundial do Meio Ambiente e realizamos um Encontro on line por meio do Grupo de Pesquisa em Educação Ambiental na Amazônia GEAMAZ-Ufpa, com o tema Educação Ambiental e Caminhos para Sustentabilidade em Tempos de Pandemia...

quinta-feira, 4 de junho de 2020

DIA 79:
Cresci ouvido as histórias sobre minha bizavó Francisca, que ainda pude conhecê-la quando era criança. Ela sempre contava como sua mãe veio da África, quando jovem, na condição de escrava... minha bizavó morreu com seus 90 anos... e muitas lições nos deixou... outras tive que aprender na pele, no dia a dia... o racismo não desapareceu com a abolição da escravatura, nem com os passar dos anos... o episódio que aconteceu com George Floyd, nos EUA, que mobilizou o mundo ou mesmo a morte de Miguel Otávio, de 5 anos, filho de uma empregada doméstica, que caiu do 9° andar, em Recife, são provas disso.
As últimas palavras de George Floyd foram "Não posso respirar!" as quais viralizaram na internet assim com a hastag #vidasnegrasimportam. E de repente o mundo se voltou para os EUA... quase por um segundo cheguei a pensar que tivessem esquecido as milhares de mortes pelo novo coronavírus. Mas como esquecer, se há todo instante chegam notícias de vítimas da doença. Só no presente dia foram 1.473 mortes pela covid-19, o maior número de vítimas fatais registrado pelo nosso país em 24 horas. E a doença chegou nas aldeias indígenas, causando um genocídio entre essas populações... os mais velhos estão morrendo (da doença) e com eles as tradições de sua etnia, de sua cultura... e quantos se importam com as vidas indígenas perdidas?
Sou descendente de negros (africanos), sou contra o racismo e qualquer forma de preconceito e intolerância, mas não posso me furtar a uma reflexão sobre esse novo cenário que se descortinou com a morte de George Floyd, pois muitos aderiram a essa bandeira mais por "modismo" do que por se importar realmente com "todas as vidas perdidas", e que não foram poucas, nem de pessoas negras ao longo de nossa história brasileira, nem para a atual pandemia. Sou a favor da defesa de todas as vidas (#todasasvidasimportam) e "que a dor do outro não nos seja indiferente". Pois enquanto a classe média e alta, está nas redes sociais, confinada em casa, prestado seu apoio a "causa antirracista", pessoas pobres e, muitas delas negras, estão ao lado, morrendo de fome e de covid-19. 😔
#todasasvidasimportam

quarta-feira, 3 de junho de 2020

DIA 78:
"Ninguém nasce odiando as pessoas pela cor da pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisa aprender, e se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a AMAR."
Nelson Mandela
#vidasnegrasimportam

terça-feira, 2 de junho de 2020

DIA 77:
Quanto eu quis e deixei de querer,
Quanto eu fiz e deixei de fazer,
Quanto eu vi e fingi não ver...
Hoje sei que precisei de cada momento, cada lágrima, cada sorriso...
Cada queda, cada mão estendida, cada sim e cada não.
Hoje fica mais fácil enxergar que tudo o que vem, vem por motivos maiores, melhores, mais simples, mais fáceis, mais claros.
Hoje entendo que tropeços evitam quedas, lágrimas curam dores e perdas elevam, fortalecem.
Agora já é hora de viver em paz, na paz de dentro, do eu, do meu.
É tempo de fazer festa, provar o mel, tocar o céu.
De colher coisa boa.
Coisas lindas.
Coisas de amor.
Coisas que eu sei...

Juliana Nishiyama

segunda-feira, 1 de junho de 2020

DIA 76:
Por vezes é preciso silenciar e esperar. Falar somente com Deus, guardar as palavras dentro de nós pra que não sejam evasivas ou tolas. E acreditar que não importa a dor, não importa o vento. Tudo vai passar...
Sirlei Passolongo