Hoje completa 100 dias desse Diário da Pandemia. O cenário continua desolador, com mais de mil mortes diárias. Caminhamos para um futuro incerto. Ainda que muitos queira retomar a vida normal, não temos certeza de nada. A vacina não foi descoberta. A pandemia continua em curva ascendente e adentra por novas regiões, vitimando sobretudo os mais vulneráveis...
Parafraseando Edgar Morin, "espero que a excepcional e mortífera epidemia que vivemos nos dê a consciência não apenas de que somos parte integrante da inacreditável aventura da humanidade, mas também que vivemos em um mundo ao mesmo tempo incerto e trágico".
E ainda, dialogando com Edgar Morin, compartilho do mesmo sentimento de que somos privilegiados, por vivenciar um confinamento (domiciliar), muito diferente do que aqueles vivenciados em determinados momentos históricos, de completa privação de liberdade, pois o fazemos em defesa da vida, no aconchego de nossos lares, com nossos familiares e entes queridos, nos comunicando e trabalhando por meio remoto. Concientes, porém, de que essa não é a realidade de todos, sobretudo num país como o nosso, com profundas desigualdades sociais.
Mas qual experiência ficará, quando tudo passar? Quais lições teremos aprendido? Seremos pessoas melhores? Viraremos a páginas e voltaremos a nossa vida medíocre? Quem seremos nós, no desconfinamento?
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