sábado, 20 de junho de 2020

DIA 95:
Hoje passamos da marca de um milhão de pessoas infectadas e 50 mil mortos pela covid-19. Não imaginei que chegaríamos até aqui, com um cenário de mais de 1.200 pessoas mortas em 24 horas. Há três meses, assistíamos assustados e comovidos com o quadro da epidemia avançando nos paises europeus. Quando Itália, Espanha, França começaram a ter seus hospitais lotados e uma média de mais de 300 mortes diárias, ficamos consternados... e não sabíamos o que estava a vir pela frente... quantas vidas seriam ceifadas... quantos amigos e parentes perderíamos...
Hoje, estamos enlutado, pois por trás de cada número de pessoas mortas, estão nossos familiares, amigos, colegas de trabalho... cada um tinha uma história, uma vida, sonhos que foram encerrados por essa doença. E mesmo quem não teve um parente ou colega vítima da doença, como não se importar? Como ser indiferente a dor do outro?
A pandemia mudou definitivamente nosso modo de vida, nossos dias, nossa forma de encarar a vida e a morte. Penso que a pandemia nos deixou mais cautelosos, menos egoistas, mais empáticos... nunca mais seremos os mesmos... seguiremos, uns com mais feridas para cicatrizar do que outros, mas com a certeza de que ainda existe humanidade dentro de nós e que podemos recorrer a ela para superar essa fase difícil de nossas vidas, que ficará para sempre gravada em nossas memórias e agora é parte de QUEM SOMOS e de nossa HISTÓRIA.

"A única coisa tão inevitável quanto a morte... é a VIDA." Charles Chaplin

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