sexta-feira, 3 de abril de 2020

DIA 17:
Hoje foi dia de colocar os pés nas ruas. Fui até à Escola da Isabelle pegar seus livros e aproveitei para resolver algumas questões in loco. É nesses raros momentos quando saio de casa que percebo que poucas pessoas tem cumprido a quarentena. E já que havia ido à Escola, aproveitei, também, para ir ao supermercado. Escolhi um horário, que em princípio considerei estratégico, pois era logo após o almoço, mas para minha surpresa, tinha bastante gente por lá.
Observei muitas pessoas usando máscaras, seja na rua ou no supermercado. Acredito que a coletiva dada pelo Ministro da Saúde, recomendando o uso de máscaras de tecido, na falta da máscara cirúrgicas e N95 (recomendadas para profissionais de saúde, pacientes com covid-19 e quem cuida de pacientes) surtiu efeito. Igualmente, em todos os locais que visitei, verifiquei a disponibilização de álcool em gel e higienização constante de objetos, moveis e espaços. Apesar de que, dificilmente, se encontra álcool em gel para compra nas farmácias e supermercados.
Ainda que a região norte apareça nas estatísticas com menor incidência de casos do novo coronavírus, nem tudo são flores nessa região equatorial. Mais 15 casos foram confirmados, hoje, elevando para 75 o número de casos de covid-19 no estado do Pará. É um cenário que preocupa, pois parece que estamos diante somente da ponta do iceberg e que o pior está por vir.
Os noticiários e as programações televisivas estão praticamente todas voltadas para cobrir essa catástrofe que, se quizermos ter um pouco de paz e preservar nossa saúde mental, é preferível mantê-la desligada e procurar outras atividades que sejam construtivas e emocionalmente agregadoras.
Como tenho postado, de vez em quando tenho adotado o estado "offline". Não se trata de uma fuga, mas de uma higienização mental e espiritual, que todos nós precisamos.

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