quinta-feira, 23 de abril de 2020

DIA 37:
Hoje a live foi com o Prof. Gaudêncio Frigotto. Lembro-me dos primeiros contatos com a produção do Prof. Gaudêncio, quando ainda estava cursando faculdade de Ciências Sociais. "Educação e a crise do capitalismo real" foi uma das primeiras de suas obras que tive aportunidade de ler. E hoje ele nos brindou com uma palestra sobre "os grandes desafios da educação no contexto atual". S2
Discussão muito pertinente nesse tempo em que estamos confinados, em decorrência da covid-19, e que temos que dar e assistir aulas por meio remoto. Todo dia é um desafio que, vamos aos poucos, buscando superar, mas tendo a certeza de que as aulas à distância não substituem as aulas presenciais. E como elas tem feito falta! Nunca desejamos tanto voltar ao convívio da sala de aula real, como no momento presente!
Em uma de suas reflexões o Prof. Gaudêncio Frigotto nos colocou que " [...] o capital perdeu sua capacidade civilizatória e, agora, para manter-se, destrói, um a um os direitos sociais conquistados [...]". E, de fato, foi o que assistimos com a implantação de uma política ultraneoliberal em nosso país. Agora, diante da pandemia, a educação pública, a saúde pública, a pesquisa científica, realizada nas universidades públicas passam a ser vistas como "ferramentas" principais no enfrentamento da covid-19.
Quando atravessamos a crise de 2008, falou-se no fim do neoliberalismo e no retorno do que foi chamado de "neokeynesianismo", uma possível retomada da política do estado de bem-estar social, com investimento em direitos e garantias sociais. Mas tão logo se afastou a nuvem da crise, deu-se continuidade ao projeto de desmantelamento da educação pública, do Sistema Único de Sáude (SUS), da previdência social e tantas outras garantias sociais historicamente conquistadas.
E como pensar a viabilidade de um projeto neoliberal e ultraneoliberal para um país como o Brasil, com profundas desigualdades sociais? Sempre fiz essa reflexão com meus alunos. E hoje, com esse cenário posto, de crise social e econômica, desencadeada e maximizada pela pandemia do novo coronavirus, só podemos apontar como tem sido nefasta a política econômica historicamente implantada pelos governantes que em pouco, ou quase nada, consegue dar uma vida digna para seus "compatriotas".

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