quarta-feira, 8 de abril de 2020

DIA 22:
Hoje voltei ao trabalho. Porém como estamos em quarentena, o trabalho está sendo feito de maneira remota. Confesso que já estava querendo voltar a ativa depois de 15 dias de férias antecipadas, que chamei de férias do confinamento. Afinal, como chamar de férias, se estamos em casa isolados, cumprindo quarentena.
É claro que nesses dias não fiquei de pernas para o ar. Aproveitei para dar parecer em processos de Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) de professores da Carreira do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (EBTT), revi alguns projetos e dei aulas para minha menina, que está confinada comigo nessa quarentena e com as aulas suspensas em sua escola.
Ainda por esses dias, não estive bem de saúde e tive que deixar de escrever esse diário e por isso justifico o "offline" em alguns dias. Mas aqui estou eu com tanta coisa para escrever, contudo, não posso me exceder, pois não é esse o propósito desse diário. Mas vamos lá!
Comecei a observar, o quanto estamos reféns nesse período! Digo isso, pois a pandemia do novo coronavirus tem um preço bem alto! E essa conta será paga por todos nós! E alguns pagarão com a própria vida! Mas mesmo no meio da crise tem aparecido oportunistas de todos os lados! A crise que despontou como sendo de saúde, arrastou a economia, mas se encorpou nos aspectos político e ético.
Ontem os EUA somaram 2 mil mortos em 24h pela covid19, e ainda tem pessoas achando que isso é brincadeira; que a economia vale mais do que a vida das pessoas. Enquanto isso, nosso país dividido entre os que defendem o isolamento horizontal (todas as pessoas) e o isolamento vertical (somente os que estão no grupo de risco).
É fato que as previsões estatísticas para o Brasil até a presente data não se confirmaram. E nesse aspecto temos que dar graças a Deus, pois a quarentena, infelizmente, não está sendo levada a sério por todos os brasileiros. Mas, te todo modo, sabemos que uma parte da população adotou o distanciamento social e as medidas de higiene recomendadas como lavar as mãos, usar álcool em gel e, por último, a adoção de máscaras, mesmo de tecido, que até recentemente não eram recomendadas, mas que pela falta do produto no mercado foi pedido (pelo Ministério da Saúde) que cada brasileiro confeccione a sua e use toda vez que tiver que sair de casa.
Sinto que estamos patinando nessa crise, mas que ainda é possível fazer algo! Contudo para isso, é preciso deixar a politicagem e a ganância de lado e darmos as mãos (ainda que virtualmente), pois somente "cada um pensando no outro" vamos conseguir vencer esse vírus.

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