Hoje fiquei me perguntando sobre os efeitos do isolamento na vida atual e futura das crianças (e também dos adultos). Qual impacto emocional desse confinamento? Uma parte das crianças teve que se adaptar a uma nova rotina de estudos e provas, só que tudo isso, restrito a poucos metros quadrados de uma casa ou apartamento.
Essa é a rotina vivida hoje pela Isabelle (9 anos), minha filha, que estava com período de provas agendadas, em sua escola, para uma semana após o início do isolamento. Eis que agora, além dos deveres, revisões ela está fazendo prova on line. Tive que ensiná-la a manusear um computador para que ela tivesse mais autonomia para preencher os formulários com as questões.
Todos os dias, os professores encaminham as tarefas do dia, links para vídeo aulas, links para provas e etc. Sobra pouco tempo para brincar. O prédio interditou todos espaços comuns, de lazer, para evitar aglomerações. E mesmo, foi feita a recomendação que os condôminos permaneçam dentro de suas unidades como forma de prevenção. Então, Isabelle, além de permanecer em casa, não pode brincar com suas amiguinhas do prédio, pois o isolamento está sendo levado a sério, pelo menos aqui!
Ainda que eu tente dosar as atividades, para incluir o lazer e trabalhar o equilíbrio emocional, sobretudo da minha menina, durante esse período, tem sido quase impossível diante da quantidade de atividades que ela recebe para fazer todos os dias! Penso que as escolas estão mais preocupadas em garantir o conteúdo e dias letivos do que com a saúde mental de nossas crianças.
É em meio a essa pandemia que volto a fazer a pergunta: que tipo de alunos queremos formar? Eu prefiria dizer que estaríamos num esforço conjunto para formar alunos autônomos, seguros de si, menos egoístas, mais humanos, desprendidos de bens materiais e livres das "caixinhas" que a sociedade tenta colocá-los. Mas, infelizmente estamos longe disso!
A realidade vivida hoje pela Isabelle, é de um percentual pequeno da população brasileira, pois como sabemos, a maioria das crianças não possuem computadores em casa, nem internet, estudam em escolas públicas, que no momento estão com as portas fechadas. O governo ainda vem estudando uma maneira de realizar o ensino à distância, diante da tamanha disparidade de renda das milhares de famílias brasileiras. Muitas dessas crianças não estão resguardadas em suas casas, mas correndo e brincando pelas periferias e favelas das cidades como se o virus nunca fosse chegar por lá.
É em meio a essa pandemia que volto a fazer a pergunta: que tipo de alunos queremos formar? Eu prefiria dizer que estaríamos num esforço conjunto para formar alunos autônomos, seguros de si, menos egoístas, mais humanos, desprendidos de bens materiais e livres das "caixinhas" que a sociedade tenta colocá-los. Mas, infelizmente estamos longe disso!
A realidade vivida hoje pela Isabelle, é de um percentual pequeno da população brasileira, pois como sabemos, a maioria das crianças não possuem computadores em casa, nem internet, estudam em escolas públicas, que no momento estão com as portas fechadas. O governo ainda vem estudando uma maneira de realizar o ensino à distância, diante da tamanha disparidade de renda das milhares de famílias brasileiras. Muitas dessas crianças não estão resguardadas em suas casas, mas correndo e brincando pelas periferias e favelas das cidades como se o virus nunca fosse chegar por lá.
Nenhum comentário:
Postar um comentário