quinta-feira, 19 de março de 2020

DIA 02:
Quando o universo nos ensina a esperar, pensamos no bem de todos, e cresce o amor na humanidade.
"Somos todos habitantes de um mesmo navio". Foi com essa frase de Antoine de Saint Exupery, que escolhi iniciar o dia.
Em minhas aulas, sempre falo nas novas sociabilidades do mundo na era da globalização e da internet. De como as pessoas mudaram suas rotinas, seus comportamentos e suas formas de se comunicar com o "outro", abrindo mão do "face to face" para ficar horas e horas nas redes sociais. Mas, eis que uma pandemia invade nossas vidas e nos coloca o isolamento social como um imperativo ético. O ser humano é mesmo uma caixa de surpresas!
Nesse segundo dia, precisei ir ao médico para uma consulta de rotina e para minha surpresa, tinha mais gente na rua do que antes das medidas adotadas pelo Governo  de suspensão de aulas para que as pessoas ficassem em casa para conter a propagação do novo coronavírus.
Enquanto a Itália ultrapassa mais de 3 mil mortos vitimados pelo covid-19, daqui do outro lado do Atlântico, parece que a ficha não caiu para muitos! As pessoas, apesar de todas as recomendações do Ministério da Saúde, das enxurradas de informações disponibilizadas pelos canais televisivos e despejadas nas redes sociais, seguem suas vidas, em muitos casos, como se nada tivesse acontecido.
O que seria uma oportunidade para as pessoas potencializarem os contatos via mídias sociais, parece que teve um efeito reverso! Agora as pessoas querem se ver! Querem se falar, se possível pessoalmente!
Mas, também, tem aqueles que realmente acreditam nos efeitos desastrosos dessa pandemia e que agora, é como um "parente" que pode chegar na nossa casa sem avisar. Isso gerou uma correria aos supermercados, sobretudo, nos centros da cidade e, dentre os que tem poder aquisitivo para estocar comida, material de higiene e outros itens domésticos. Foi onde se tem se percebido a faceta mais egoísta do ser humano. É muito triste, ver que enquanto uns correrem para se abastecer, outros não conseguem nem o suficiente para garantir a alimentação diária de suas famílias.
Infelizmente, estamos todos no mesmo navio e dessa vez teremos que nos ajudar mutuamente, pois do contrário perderemos pessoas queridas, familiares e, o principal, nossa própria humanidade. 

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