Conforme os dias passam, sinto-me como se estivéssemos num filme de suspense. A cada dia o número de contaminados aumenta e não conseguimos vislumbrar dias melhores. Apesar de todas as recomendações dos órgãos de saúde e da OMS, nosso país avança na contramão. Hoje houve mais um pronunciamento desastroso do presidente.
Acredito que boa parte da população já compreendeu que o problema não é a taxa de mortalidade causada pelo vírus (o que comparado com outras doenças, se apresenta num percentual bem menor) e sim seu alto índice de transmissibilidade, cuja forma de prevenção é o isolamento domiciliar, como recomendado internacionalmente, tendo em vista que até a presente data não há vacinas e nenhum medicamento para o tratamento direto do covid-19.
Gostaria de escrever, que estamos avançando, mas é triste reconhecer, que os interesses capitalistas têm falado mais alto. Quanto vale uma vida? Aqui, para muitos, ainda se está pesando na balança: manter o ganho (em especial dos empresários) versus resguardar a saúde (a vida).
Como os interesses econômicos falam mais alto, pouco se discute sobre a maioria de excluídos, que sempre estiveram ai, morrendo de outras doenças, de fome, e que, não terão como se proteger dessa pandemia. Também, pouco se fala dos países africanos, onde o covid-19 já afetou dois terços do mesmos.
De verdade, sonho com o dia em que possamos colocar novamente os pés nas ruas, sentir a brisa agradável no rosto, abraçar nossos familiares e amigos, sem medo e totalmente despidos dos nossos preconceitos e vaidades.
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