quarta-feira, 18 de março de 2020

DIA 01:
Decidi escrever esse diário, pois acredito que como antropóloga, devemos usar nossos conhecimentos para ajudar as pessoas. E se tem uma coisa que aprendi com a Antropologia foi que não importa o quanto somos diferentes, temos que respeitar e nos colocar no lugar do "outro".
Hoje poderia ter sido um dia comum, mas não foi. Acredito que nunca viveremos uma experiência tão singular e devastadora como essa. Nas redes sociais, mundo a fora: um cenário de morte e horror nunca antes visto!
Por estas terras, até o meio dia nenhum caso confirmado do novo coronavirus. Mas as aulas nas escolas foram suspensas de vésperas. Houve quem achasse a medida precipitada, mas considerei bem sensata diante das estatísticas de SP e RJ. Porém, não tardou e por volta das 15h foi anunciado o 1° caso no Pará.
De início, foi também, para mim o primeiro dia de isolamento, pois minha filha ficou resfriada e eu não pude ir ao trabalho, como de praxe. Como faltavam algumas coisas em casa, resolvi ir ao supermercado e levei um susto! Parecia que todo mundo havia decido fazer compras. Eram filas enormes e carrinhos abarrotados de compras...
Começou a correria para estocar mantimentos e a cena que só havia visto pelos noticiários e pela internet, agora se materializava diante de mim! Infelizmente, é uma realidade muito triste, pois num país como o nosso com altas taxas de desigualdades sociais, nem todas as pessoas poderão comprar alimentos para guardar em casa, nesse tempo austero.
Ainda precisamos aprender muito e encontrar a humanidade perdida dentro de nós mesmos!

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