Nesse décimo dia, meus olhos e coração se voltam para Roma. Hoje o Papa, numa cerimônia solitária, diretamente da Basílica de São Pedro, concedeu a possibilidade de Indulgência Plenária para católicos que o acompanharam pelos meios de comunicação do mundo inteiro.
Sabemos que hoje a Itália atingiu o ápice, com quase 1000 mortos, em 24 horas, pela pandemia do novo coronavirus. O mundo todo vem sendo assolado pela pandemia. E com ela, um misto de dor e incerteza tem tomado conta das pessoas.
O Papa, com suas sábias palavras, nos disse: "(...) estamos todos no mesmo barco e somos chamados a remar juntos. Neste mesmo barco, seja com os discípulos, seja conosco agora, está Jesus. (...) A tempestade desmascara a nossa vulnerabilidade e deixa descoberto as falsas e supérfluas seguranças com que construímos os nossos projetos, os nossos hábitos e prioridades. Mostra- nos como deixamos adormecido e abandonado aquilo que nutre, sustenta e dá força a nossa vida e a nossa comunidade. A ilusão de pensar que continuamos saudáveis num mundo doente, com a tempestade, cai o nosso ego, sempre preocupado com própria imagem e vem à tona a abençoada pertença comum que não podemos ignorar: a pertença como irmãos".
E acrescentou, antes de dar a Benção Urbi et Orbi, que devemos "abraçar o Senhor, para abraçar a esperança", que devemos convidar Jesus a embarcar em nossas vidas, pois Ele é a esperança no meio da tempestade. Nos disse por fim que: temos uma âncora, pois na sua cruz fomos salvos; temos um leme, pois na sua cruz fomos resgatados e temos uma ESPERANÇA, pois na sua CRUZ, fomos curados e abraçados, para que nada e ninguém nos separe do seu AMOR Redentor.
A homilía do Papa Francisco acolheu os corações amedrontados pela pandemia e deu esperança de dias melhores. E é nesse tempo difícil, que tem se observado um clamor maior, de qualquer que seja a religião, ou mesmo daqueles que não possuem religião, pela cura da humanidade.
Espero que, após atravessarmos essa tempestade, tenhamos aprendido algo e, do outro lado, saiamos: menos egoístas, mais solidários e humanos.
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