13 de maio, dia da abolição da escravatura. Não há nada para se comemorar! O próprio movimento negro não comemora a data, por uma razão muito simples: o tratamento dispensado aos ex-escravos no Brasil. Como bem explicou Florestan Fernandes, sociólogo, em sua a obra "A integração do negro na sociedade de classes", em 1964, após a abolição da escravidão, os negros (ex-escravos) não foram absorvidos no novo formato de trabalho, nem se criaram políticas de inclusão na sociedade, então, reorganizada.
Os ex-escravos sobreviveram em condições de extrema desigualdade e práticas de racismo que perduram até os dias atuais. O racismo é uma das formas mais cruéis de intolerância estabelecidas ao longo da história da humanidade. Tem por base a negação do "outro" e da possibilidade de coexistência entre diferentes.
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