sexta-feira, 8 de maio de 2020

DIA 52:
Nesse quinquagésimo segundo dia em que estamos de quarentena, no nosso Estado, assistimoss incrédulos os números de mortes diárias por covid-19 dispararem. Hoje com mais de 750 mortes, em 24 horas, confirmadas pelo novo coronavírus, o Brasil se torna novo epicentro da epidemia, ficando atrás, somente dos Estados Unidos, em número de mortes diárias.
Um misto de dor e angústia tem tomado conta de nós brasileiros. Não tem como descrever a situação vivida sem nos emocionar, pois passamos a ter uma relação muita próxima com a morte... são parentes, amigos, colegas de trabalho... que estamos perdendo para essa doença...
E parece que estamos longe do fim... muitos não conseguirão realizar a travesia... o governo de nosso estado decretou lockdown, na tentativa de diminuir a curva do contágio, que como já postei anteriormente é muito maior do que o previsto pelas estatísticas oficiais de nosso país.
O sistema de saúde entrou em colapso, mortos estão sendo enterrados em valas comuns, sem velório, sem despedida dos familiares... São cenas de horror, que há poucos meses assistíamos na europa estarrecidos, mas hoje o episódio se repete diante de nossos olhos...
Fico me questionando: como estaremos depois dessa pandemia? Poderemos ainda está vivos, mas uma parte de nós também terá ficado para trás... nosso coração haverá de está triste, saudoso, pelas pessoas que perdemos, por aquilo que não vivemos... pelo que a doença nos tirou...
Minha esperança é que possamos nos tornar pessoas melhores e mais humanas com tudo isso... lembro-me da fala do meu professor orientador de graduação e mestrado, Dr. Samuel Sá. Quando ele perdeu sua esposa, nos relatou que mesmo diante da morte de sua querida Elisa Sá, procurou tirar um aprendizado...
Que nós possamos nos reinventar e nos reencontrar com uma versão bem melhor de nós mesmos, num futuro bem breve! S2

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